segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2010/2011


Primeira postagem do ano, visual novo do blog, ano novo, enfim super sugestivo e convidativo.

Quero dizer tchau a 2010, ainda nem sinto que se foi. Agradecer por ter sido um ano bem vivido, cheio de mudanças, trabalhos, conquistas, tristezas, sorrisos, lugares, pessoas, trocas, investimentos, perdas, sonhos, imagens, cheiros, pão de queijo, acarajé, chocolate quente, idas, voltas, reviravoltas, encontros, desencontros, literatura, músicas, viagens, cantinhos, amigos, família e um alguém (um depois, bem presente). Acho que por 2010 ter sido assim tão movimentado (gosto assim), ainda não consegui fechar e colocar na prateleira, não que 2011 não tenha começado, mas sabe né, até carnaval tudo anda bem lento..hehhehe.

Pois bem, 2011 chegou, e agora?Apesar de ser uma tradição, fazer listinhas do que deseja pro ano que se inicia, ainda não parei pra fazer a minha, talvez esteja entrando numa fase de me cobrar menos, viver mais, aceitar e transformar o que me aparece, talvez não seja nada disso. Acho que realmente não tem nada haver com grandes transformações, por mais que realmente esteja num momento de transformação/formação. De todo jeito, o papo curto que acabo de ter com Mari Leal, me despertou pra 2011 e também essa coisa de mudar o visual do blog, meio que me animou pra um novo ano.

Enfim, desejo um ano bemmmm movimentado pra mim, cheio de coisas pra fazer, pensar, ler, refletir, estudar... caminhos - encontrar e percorrer - , aeroportos pra desembarcar e encontrar - especialmente SSA.

Desejo aos demais uma no lindo, cheio de poesia e encantamentos (esse desejo eu também vou querer).


Nunca posto fotos, mas essa é muito especial, representa bem meu 2010 e o meu desejo pra 2011.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Desassosego

Fugi das palavras, elas me desassossegavam.

Encontrei outras palavras, soltas, desconexos de imagens e sons. Queria o silêncio.

Agora as palavras dançam, fazem malabares. Embaralham-me. Desassossegam-me.

Voltei em silêncio. Mas as palavras estão em mim. Não sei o que fazer com elas.

Deixarei-as soltas... livres.

Não!

Juntarei-as como confetes e jogarei-as para além dos fios do meu cabelo.

Espero que o vento seja bonzinho e leve-as para longe. Mas se algumas ficarem, não as largarei. E acho justo não abandoná-las. Mesmo quando há silêncio.

Em meus cabelos sobram algumas palavras.

Não as pronunciarei. Respeitarei o meu silêncio. Respeitarei o silêncio das palavras.

Deixarei-as. Deixarei, deixarei as palavras me guiarem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Estranho tanto mar, estranho tanto amar...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Só quero saber do seu sorriso meio dormindo de olhos ainda fechados de manhãzinha antes do café. Da procura involuntária dos corpos durante a madrugada. Da respiração escutada com as costas. E se caso tudo isso junto resultar – sempre resulta – em acordar, meio sem certeza que acordou de tão bom que é, com corpos tão juntinhos, quase que um só.

É, numa madruga, meio assim distante, o melhor de saber é que logo isso vai acontecer.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tempo

Abraçava o infinito achando que assim era ser livre. Minutos e palavras faziam cócegas como bolhinhas de sabão que estouram no rosto.

Aiiaia como queria ser antes de qualquer coisa, e não agora que não é coisa nenhuma.

O pote depois do arco-íris é menos valoroso que as cores pintadas no céu, marcas da brincadeira do tempo.

E agora, que o sol decidiu ficar, espantando o cinza do céu que por várias vezes alegrou, as tarde e as noites.

Gotinhas do céu não caem hoje, não molham os nossos pés, não despertam risadas e nem me faz correr pra barraquinha da esquina – e esperar ele me beijar.

Hoje é dia do tempo parado, das lembranças que dançam... mas só elas conseguem dançar.

Queria ter chegado antes que o tempo, mas ninguém faz isso, também não sei se é culpa do tempo. A verdade que ninguém sabe do tempo e acho que ele também não sabe da gente. Sei que queria um tempo diferente.

domingo, 17 de outubro de 2010

Hoje

Fico da cama olhando ele trabalhar. Uma caneca de café, às vezes duas. Vários cigarros. Finjo dormir pra ele não se sentir culpado. Não me incomoda seu trabalho noturno. Mas confesso, tem muito de que a cama fica muito maior do que deveria sem ele, mas durmo tranquilamente quando o sono é mais forte. Mas essa noite não. Quis observá-lo sem que ele percebesse. Queria reafirmar tudo que penso. Como quem olha pra algo que gosta e diz pra si, é eu gosto. Gosto não do que vejo, mas daquilo que sinto. Mesmo que veja em seu olhar o que sinto. Não gosto no sentido egoísta, só eu que vejo o quanto ele é o que é. Pelo contrário, sei o quanto sua beleza é visível. Apesar disso, não me causa ciúmes, orgulho, talvez. Agora bate uma vontade de abraçá-lo. Mas viro para o outro lado e resisto, é melhor deixá-lo trabalhar. Adormeço feliz, pela certeza que essa felicidade existe, não através dele. Através de nós. Pelo querer que ela exista, para nós. Recebo um beijo no rosto. Sinto-o adormecer junto comigo. Apesar do cansaço, sei que ele também sente essa felicidade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Segunda-feira

O cheiro de cigarro impregnado na barba, o gosto de café em sua boca me acorda anunciando sua chegada, o sorriso em seu rosto me faz ter certeza que isso se chama felicidade.