quarta-feira, 19 de maio de 2010

Monografando...

Preciso terminar/começar/recomeçar minha monografia.
Deixarei fragmentos dela por aqui.

"A duração completamente pura é a forma que a sucessão dos nossos estados de consciência toma quando o nosso Eu se deixa viver, quando ele se abstém de estabelecer uma separação entre estado presente e os estados anteriores [...]
Nossa existência se desenvolve [...] muito mais no espaço do que no tempo: vivemos mais para o mundo exterior do que para nós [...] 'somos agidos' mais do que agimos. Agir livremente é reempossar-se de si, é recolocar-se na duração pura" (BERGSON, 1985, p. 74-5 e 174)
Les donnés Immédiates de la Conscience

sexta-feira, 14 de maio de 2010

...

Dizem que meu coração é de pedra.
Pode até ser!
Mas, qual problema em ser assim?
As pedras não se atiram contra as pessoas, elas são jogadas.
Elas constroem abrigos, basta você querer juntá-las.
Elas não deixam o terreno menos fértil, elas purificam às águas.
Meu coração é duro?
Digo-te ele é forte!
Não para destruir,
Mas para guardar e acolher o amor.
Não existem muralhas intransponíveis.
Talvez exista um tesouro após.
Não me escondo
Mas, “o essencial é invisível aos olhos”.

domingo, 9 de maio de 2010

Fragmentário...

"Quis compor um samba,
mas de musica eu não entendia.
Escrevi uns versos sem harmonia.
Tentei sonhar com teu perfume,
pra sentir até onde me doía.
Pedi um choro,
Perdi-me nas lágrimas"

quinta-feira, 29 de abril de 2010

...

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" Mia Couto


"[...]lodo de manhã, passou um sonho pelo rosto. E isso antecipou o tempo de e não atrasou as rugas. [...]" Eu

quarta-feira, 28 de abril de 2010

fragmentário

A ausência é a presente constância do bem querer, se não ama nem se percebe...dois corpos só sentem a falta um do outro após terem se tocado, antes é desejo.

Minha contribuição...

"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."

Clarice Lispector



Não é poesia na estrutura, mas é poético na alma.
E minha alma ultimamente está muito clariciana...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quem não escreve...lê

Agora tenho uma meta, ler uma poesia por dia.
E quando possível postarei aqui, assim planto flores no mundo.


DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto


Meu verso é sangue. volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remoso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira