segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quem não escreve...lê

Agora tenho uma meta, ler uma poesia por dia.
E quando possível postarei aqui, assim planto flores no mundo.


DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto


Meu verso é sangue. volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remoso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira

“Todo coração é uma célula revolucionária”

terça-feira, 13 de abril de 2010

Alegra-me...

"- Dói-te alguma coisa?
- Dói-me a vida, doutor [...]
- E o que fazes quando te assaltam essas dores?
- O que melhor sei fazer, excelência.
- E o que é?
- É sonhar."
(Mia Couto - O menino que escrevia versos)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

fragmentário³

Era apenas um comentário... agora é o que me faz divagar.

"não sei se o mundo era maior ou menor, mas o desejo de tê-lo ao meu alcance era infinitamente mais presente, agora tudo é tão mais... estranho."

fragmentário²

" Como é viver e ter a alma errante?
Como é morrer e continuar tendo carne e osso?..."

fragmentário

"Não sou boazinha!
Meu coração é uma bomba relógio..."

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vagueio entre sonhos e sofrimento, perco-me em todos eles, não é uma vontade, apenas acontece. Não me alegro com um e nem tão pouco dói o outro, na verdade não há uma divisão entre essas duas esferas, elas estão lá, lado a lado, e eu passeio entre elas, como um bêbado tentando andar em linha reta, ele não sente que está ridiculamente tentando se equilibrar, eu nem percebo que estou sonhando ou sofrendo, tudo é assim, embreagadamente existente.