segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Jamais entenderia que às vezes o amor tem raízes tão profundas. Mesmo contrário a felicidade, essas raízes enclausuram e sufocam. Não aceitar que é preciso amar de longe fazia acordar de noite puxando o ar com todas as forças. Havia quem achasse que não era amor. Mas não podia ser diferente, não existia lógica ou loucura que justificasse tamanha ligação.
terça-feira, 7 de junho de 2011
tempo parado
Modificava alguma coisa dentro. Não era triste nem alegre. Já sentiu antes algo semelhante, mas não igual. O tempo antes incomodava, agora tanto fazia, ele não modificava mais nada. Tudo era igual, parado, congelado, estranhamente morno. Como dia que não chove, mas o sol também não sai. Engraçado que nesse dia você sabe que o sol está lá, que é apenas uma nuvem, mas mesmo assim você não consegue perceber sua presença. Igual estava o tempo, passava, mas nada lhe dizia. Espaços em branco. Talvez pareça um quadro contemporâneo, que precise entender os conceitos que se escondem no emaranhado de cores. Mas os olhos não queriam procurar o que estava fora.
domingo, 10 de abril de 2011
É...
Quem disse que seria fácil? Entender daqui os espaços em branco que a distância deixou. Ouvir o que teu olhar me diz. Sentar ao lado do desejo e esperar. Dançar na frente do espelho e te projetar. Correr para que o dia chegue e congelar o que já veio. Calar os vazios, as lágrimas, o silêncio... Sossegar e acreditar. Que tudo isso é para nós, pois somos fortes. Difícil é não querer sentir tudo isso mais uma vez. Difícil é não sentir que é bem mais forte...